Às vezes há que deixar o clubismo de lado
"Comecemos pelo momento mais bonito desta 17.ª jornada, a fechar a primeira volta. Aconteceu no Estádio da Luz, ao minuto 94: Pedro Mantorras viu Simão com a bola nos pés, pensando o que fazer com ela, e, com um gesto de braço, indicou-lhe por onde se iria desmarcar, entre os centrais do Boavista; Simão meteu-lhe a bola, rasteira, exactamente para onde ele a pedia e Mantorras surgiu então em corrida, por detrás de Éder, recebendo a bola sobre a direita, dentro da área, e, acto contínuo, fez aquilo que um bom ponta-de-lança aprende a fazer de pequenino: chutou-a rasteira, cruzada, para o canto oposto. Dois anos depois, voltámos a ver aquele sorriso de criança inconfundível, de quem joga futebol num estádio com a mesma alegria com que, em pequeno, jogava no musseque, com uma bola de trapos. E, depois, porque os homens sérios não esquecem a gratidão nos momentos de glória, Pedro Mantorras correu para o abraço a Rodolfo Moura — esse outro homem, entre todos o mais discreto dos que andam no futebol, e que deve ter qualquer coisa de mágico para que sucessivas gerações de futebolistas do FC Porto, do Sporting e agora do Benfica corram para os seus braços, quando regressam aos estádios e aos golos, depois de longas e penosas recuperações. Há jogadores que têm esta capacidade de nos fazer esquecer que pertencem ao adversário e, portanto, são uma ameaça aos interesses desportivos do clube do nosso coração. Pedro Mantorras é um desses. Ele faz do futebol emoção e alegria, ele transforma o futebol numa festa. Bem-vindo seja de volta!"
"Mesmo nestes momentos de completo deslustre do brasão é bom não esquecer que o FC Porto não é um clube qualquer, que tem um historial e um prestígio, a nível mundial, conquistados a duras penas e com o esforço de muitos e muitos jogadores que honraram aquela camisola. O FC Porto é campeão nacional, campeão europeu e campeão mundial de futebol, em título. Isto talvez pareça um pormenor mas para mim não o é: eu não quero que, no próximo jogo do FC Porto transmitido para o Mundo inteiro, o meu clube e campeão europeu apareça com um jogador chamado Pitbull. Acho humilhante, desprestigiante e motivo de anedota geral. Se esse é o nome de guerra dele, e não se importa de o usar, alguém no clube lhe deveria ter dito que deixasse o nome à porta, porque isto não é o Caxinense mas o campeão do Mundo. Não quero ver na equipa nem um Cláudio Pitbull nem um César Dobberman nem um Adriano Rottweiller. Isto é um clube de futebol, centenário, não é uma agremiação de luta livre nem um clube de cães de combate. Se, de facto, o Cláudio é assim tão bom jogador (e deve ser, para o contratarem logo por quatro anos e meio...), então pode perfeitamente dispensar o Pitbull — alcunha que não engrandece um jogador de futebol e prenuncia mais problemas disciplinares. Haja um mínimo de auto-respeito se queremos que nos respeitem. "
Miguel Sousa Tavares
Brincadeiras à parte: num caso como noutro, subscrevo o que este senhor diz
"Mesmo nestes momentos de completo deslustre do brasão é bom não esquecer que o FC Porto não é um clube qualquer, que tem um historial e um prestígio, a nível mundial, conquistados a duras penas e com o esforço de muitos e muitos jogadores que honraram aquela camisola. O FC Porto é campeão nacional, campeão europeu e campeão mundial de futebol, em título. Isto talvez pareça um pormenor mas para mim não o é: eu não quero que, no próximo jogo do FC Porto transmitido para o Mundo inteiro, o meu clube e campeão europeu apareça com um jogador chamado Pitbull. Acho humilhante, desprestigiante e motivo de anedota geral. Se esse é o nome de guerra dele, e não se importa de o usar, alguém no clube lhe deveria ter dito que deixasse o nome à porta, porque isto não é o Caxinense mas o campeão do Mundo. Não quero ver na equipa nem um Cláudio Pitbull nem um César Dobberman nem um Adriano Rottweiller. Isto é um clube de futebol, centenário, não é uma agremiação de luta livre nem um clube de cães de combate. Se, de facto, o Cláudio é assim tão bom jogador (e deve ser, para o contratarem logo por quatro anos e meio...), então pode perfeitamente dispensar o Pitbull — alcunha que não engrandece um jogador de futebol e prenuncia mais problemas disciplinares. Haja um mínimo de auto-respeito se queremos que nos respeitem. "
Miguel Sousa Tavares
Brincadeiras à parte: num caso como noutro, subscrevo o que este senhor diz

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